Crítica | A Bruxa do Cabelo Branco do Reino Lunar (2014)

Lutas bem coreografadas, mas uma história confusa

Por Stéphane Maire ⭐ 2,5 / 5
Cena do filme A Bruxa do Cabelo Branco do Reino Lunar - Crítica Querofilme
Em meio a conflitos políticos no final da dinastia Ming, o espadachim Zhuo Yi Hang acaba cruzando o caminho de Lian Ni Chang, uma guerreira temida que vive à margem do poder imperial. Enquanto perseguições e disputas pelo controle da região se intensificam, o encontro entre os dois acaba ligando seus destinos em meio a intrigas e batalhas.

As cenas de luta são um dos pontos mais fortes do filme. A coreografia dos combates é bem trabalhada, com movimentos rápidos e estilizados que lembram o wuxia clássico. Em vários momentos, as batalhas são acompanhadas por cenários visualmente marcantes — montanhas, paisagens naturais e ambientes elaborados que ajudam a criar imagens bonitas e memoráveis.
Cena do filme A Bruxa do Cabelo Branco do Reino Lunar - Crítica Querofilme
Visualmente, o filme também chama atenção pelos figurinos e pela direção de arte. Algumas sequências conseguem transmitir bem a atmosfera épica típica desse tipo de produção, e certas cenas se destacam pela composição e pelo impacto visual.
Por outro lado, a história apresenta alguns problemas claros. O roteiro parece apressado em vários momentos, com acontecimentos importantes surgindo rápido demais e sem desenvolvimento suficiente. Isso faz com que, em determinadas partes, seja difícil entender exatamente o que está acontecendo ou qual é a motivação de alguns personagens.
Cena do filme A Bruxa do Cabelo Branco do Reino Lunar - Crítica Querofilme

Vale a pena assistir?

Se a ideia for apenas passar um tempo vendo algumas boas cenas de luta e apreciar visuais bonitos, o filme pode valer a experiência. Mas para quem procura uma história bem construída e fácil de acompanhar, talvez seja melhor procurar outro título.
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Stéphane Maire

Fundador do Querofilme e apaixonado pela sétima arte. Não vejo filmes por profissão, mas por amor ao cinema. Amo discutir cada detalhe de uma boa trama, especialmente as que envolvem ficção científica.