Crítica | Anônimo 2 (2025)

Uma sequência que mantém a fórmula que conquistou o público

Por Stéphane Maire ⭐ 4,0 / 5
Cena do filme Anônimo 2 - Crítica Querofilme
Sequência direta de Anônimo (2021), a trama acompanha novamente Hutch Mansell, ex-assassino que, mesmo após ter voltado a trabalhar para quitar uma antiga dívida, tenta equilibrar sua vida violenta com o papel de marido e pai. Na tentativa de se reconectar com a família, ele decide tirar férias com a esposa Becca e os filhos em um destino que marcou sua infância.

O que deveria ser um momento de descanso rapidamente sai do controle quando um conflito aparentemente banal desencadeia uma nova espiral de violência. O passado de Hutch volta a bater à porta, arrastando toda a família para uma situação perigosa e culminando no confronto contra uma vilã estilosa e implacável interpretada por Sharon Stone.
Cena do filme Anônimo 2 - Crítica Querofilme
Se o primeiro filme surpreendeu ao revelar o lado brutal de um homem aparentemente comum, a continuação não tenta reinventar a fórmula, ela a aprimora. O foco está em ampliar a escala dos confrontos e elevar o nível de tensão, mantendo a essência que conquistou o público no longa anterior.

A sequência aposta em ação intensa e confrontos diretos, mas o grande destaque está na execução. As cenas são bem coreografadas, criativas e dinâmicas, mantendo energia constante sem se prolongarem além do necessário. Ao contrário de muitas produções do gênero, que exageram na duração das lutas, aqui prevalecem a objetividade e o ritmo. A apresentação visual do filme é bem trabalhada, destacando especialmente as cenas de ação, que se tornam visualmente impactantes e satisfatórias.

A trilha sonora funciona muito bem nas cenas de ação, reforçando o ritmo e dando personalidade às sequências mais explosivas.

No fim das contas, trata-se de um verdadeiro “arroz com feijão” bem feito: entrega exatamente o que promete, sem reinventar a fórmula, mas executando-a com competência. Não busca profundidade excessiva, mas mantém o entretenimento em alta.

Como ponto negativo, o filme poderia desenvolver um pouco mais a história de Becca, esposa de Hutch. Sua participação é interessante, mas deixa a sensação de que há espaço para maior aprofundamento. Ainda assim, essa escolha pode ser estratégica, preparando terreno para um possível terceiro capítulo.

Vale a pena assistir?

Para quem apreciou o primeiro filme, a continuação oferece exatamente o que se espera: ação bem dosada, ritmo eficiente, cenas visualmente caprichadas e uma vilã carismática. É um entretenimento sólido, direto e bastante satisfatório.
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Stéphane Maire

Fundador do Querofilme e apaixonado pela sétima arte. Não vejo filmes por profissão, mas por amor ao cinema. Amo discutir cada detalhe de uma boa trama, especialmente as que envolvem ficção científica.