
Lindas e Letais parte de uma premissa curiosa e bastante original: misturar o universo elegante do balé com o cinema de ação. Em vez de lutadoras treinadas, o filme mostra bailarinas que utilizam sua agilidade, equilíbrio e precisão adquiridos na dança para improvisar durante as lutas.
Esse conceito é justamente o grande diferencial do filme. Em alguns momentos, as cenas de ação conseguem realmente mesclar movimentos de balé com combate físico de forma criativa. O resultado são sequências de luta visualmente diferentes do que estamos acostumados a ver no gênero, e em certos momentos até surpreendentemente sangrentas.

Por outro lado, o roteiro é bastante simples e em vários momentos previsível. Os personagens poderiam ter sido mais desenvolvidos, e algumas motivações ficam um pouco superficiais. A história acaba funcionando mais como um pretexto para as cenas de ação do que como um thriller realmente complexo.
Mesmo assim, o elenco entra bem no clima da proposta, especialmente Uma Thurman, que interpreta uma vilã exagerada.
Vale a pena assistir?
Sim. Principalmente pelas cenas de luta originais que misturam balé e ação, pelo tom divertido e pela curta duração. Lindas e Letais não vai ser o próximo John Wick, mas é um bom passatempo para quem quer ver um filme de ação diferente e que passa rapidamente.
