Crítica | Michael (2026)

O Maior artista na música e agora tenta nos cinemas

Por Nate8 ⭐ 3,5 / 5
Cena do filme Michael - Crítica Querofilme

“Michael” promete ser a primeira parte de uma história única sobre Michael Jackson, acompanhando sua trajetória desde o início com seus irmãos no Jackson 5 até o momento em que ele se consolida como um fenômeno mundial.

Um dos maiores pontos de preocupação em relação ao filme era, sem dúvida, a escolha do ator para interpretar Michael. A pergunta era inevitável: será que Jaafar Jackson, alguém sem experiência prévia como ator, seria a escolha certa? No entanto, o que poderia ter sido um risco se transforma em um dos maiores acertos do filme. Sua performance é surpreendente, carregada de autenticidade e presença, demonstrando não apenas semelhança física, mas também uma forte conexão emocional com o personagem. Aliás, não apenas Jaafar, mas todo o elenco se mostra extremamente competente em seus respectivos papéis. Um destaque especial vai para Juliano Krue Valdi, que interpreta Michael na infância e se revela uma grande surpresa, trazendo sensibilidade à fase inicial do artista. O elenco, como um todo, consegue hipnotizar o espectador, transmitindo com intensidade os sentimentos dos personagens e tornando as relações mais críveis.

Entretanto, apesar da força das atuações, o filme acaba encontrando suas limitações no roteiro. Em diversos momentos, a narrativa se torna superficial, priorizando a sensação em vez do aprofundamento. Há uma certa pressa em contar partes importantes da história, enquanto outros trechos — especialmente envolvendo o Jackson 5 — se estendem além do necessário. Esse desequilíbrio compromete o ritmo e impede que alguns conflitos sejam explorados com a profundidade que mereciam. A direção também apresenta altos e baixos. Em cenas mais dramáticas, há momentos em que a condução não alcança o impacto esperado, deixando certas emoções menos intensas do que poderiam ser. Por outro lado, nas sequências musicais, o filme realmente brilha. É nesse ponto que “Michael” encontra sua identidade e força.

Cena do filme Michael - Crítica Querofilme

Comparando com “Bohemian Rhapsody” (2018), que também utiliza os palcos como elemento central, “Michael” se destaca por conseguir capturar de forma mais imersiva a sensação de um show. Não se trata apenas de recriar performances, mas de transmitir ao público a energia, o impacto e a grandiosidade que Michael Jackson representava. E talvez seja justamente essa a maior qualidade do filme: compreender que Michael Jackson não foi apenas um artista, mas uma sensação que transcendia a música e se tornava algo quase único. Mesmo com suas falhas narrativas, o filme consegue, em muitos momentos, traduzir essa essência — e é isso que pode transformar a percepção do público sobre a obra.


Vale a pena assistir?

Cena do filme Michael - Crítica Querofilme

No fim, “Michael” é um filme que oscila entre limitações estruturais e momentos de brilho genuíno. Ainda assim, se sustenta pela força de seu elenco e, principalmente, pela capacidade de fazer o espectador sentir um pouco do que foi presenciar o fenômeno Michael Jackson. Vale muito apena.
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Nate8

Sou fã da Cultura Pop e Geek, gosto de filmes antigos, de ação, super-heróis e musicais. Amo sagas como Star Wars, e gosto de quase todo tipo de série e anime.